Poema da Fereh

Para quem ainda não leu, republico meu poema que aguça nossa memória, principalmente a olfativa.

Para sinestésicos como eu -> sirvam-se!

Boa semana a tutti.

Fereh.

foto: divulgação

Dos Cheiros de Fatos Marcados


Vai dizer que não te lembra, que não leva pro passado,

Cheiro de açúcar queimado, na hora boa da merenda.

Não há um ser que esqueça, que na memória faça troca,

Do sempre gosto de pipoca, dos quitutes na despensa.

Você gostava dos bolos de chuva, da forte limonada,

E a boca era sempre manchada, talvez pelo suco de uva.

O que te lembra de repente, que bons tempos te remete?

Estouro de bola de chiclete, goles de chocolate quente.

Pra lembrar sem esforço, de uma tarde sossegada,

Cheiro da terra molhada, fruta mordida até o caroço.

No sempre aguardo da janela, de quando já era hora,

Compotas do doce de amora, doces pitadas de canela.

Dedos, lambuzos, lambidas de infância

Cheiros, registros, memórias

Caramelos, histórias

Criança.

(Fernanda Rocha)

Todos os direitos reservados ao autor

Anúncios
Esse post foi publicado em Uncategorized e marcado , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Uma resposta para Poema da Fereh

  1. Inesmamis disse:

    Oi fifi…pareço que olho pra dentro e vejo vcs na cozinha fazendo nega-maluca, brigadeiro…muito doce e muita arte, naquelas tardes compridas com gosto de açucar e alegria junto com o primo Leo.Beijos

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s