De pescoços e relógios

nuca

 

De pescoços e relógios

 

Aquelas horas que você não viu passar. Deixou, escapou. Deixou escapar.

Você não viu e sentiu que passou. Já foram tantos, que você não sabe ao certo qual momento assistiu ir dar uma volta e não voltar. Ficou só assistindo.

Você não diz: o dia que passou. E sim: o dia que perdeu.

Mas ninguém sabe, ainda não, como prevenir a “passassão” do tempo por nós.

Ai se as horas valiosas te passassem como as mãos com as unhas recém-crescidas que te passam pela nuca. Passariam bem.

 

Fêre Rocha

dali

A persistência da memória – Salvador Dalí

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4 respostas para De pescoços e relógios

  1. Lucas disse:

    Muito bom. Altas reflexões por aqui.

  2. Inês mamis disse:

    Difícil segurar esse moleque o “tempo”, que também sinto escorrer pelos meus dedos.O jeito é viver intensamente p não se arrepender depois.Quem sabe somos nos os exigentes?

    • Fereh disse:

      É verdade Rose. Somos exigentes sim.
      Mas acho que somos exigentes onde não deveríamos e relaxados onde precisaríamos prestar a atenção.
      Beijo!

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