Fêre entrevista: Leandro Peska

Leandro

O cineasta Leandro Peska

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Entrevistei o cineasta Leandro Peska que dirigiu o documentário “Vida em Cores”. Leandro, o jovem cineasta como eu costumo dizer, já esteve no blog com outro projeto. Você pode conferir aqui:
https://fereh.wordpress.com/2009/07/29/leandro-rocha-o-jovem-cineasta/

O curta-metragem de 12 minutos fala sobre o artista plástico mato-grossense, Sebastião Mendes e sua obra. Leandro falou comigo sobre o Vida em Cores, como é trabalhar com cinema nos dias de hoje e seus próximos projetos. Confira:

 Quando surgiu a ideia de filmar Vida em Cores?

Surgiu da vontade de filmar. Fui para Cáceres, minha cidade natal, passar fim de ano com meus pais e conversando com meu pai, a ideia de filmar o processo criativo do artista plástico Sebastião Mendes veio naturalmente. Já que meu pai tem vários quadros dele.

Você recebeu o prêmio do Júri Popular no Festival de Cáceres. Como é para alguém tão jovem ver seu projeto sendo reconhecido?

Foi genial. Foi o primeiro festival do filme e o primeiro prêmio. Muita gente diz que os prêmios mais legais são os de júri popular e vencer, no festival de Cáceres, com o voto de cacerenses é algo especial.

Quando as imagens foram captadas?

Foram 3 dias de filmagem no fim de dezembro de 2011.

Você já conhecia o artista Sebastião Mendes antes de filmar o documentário?

Tinha conhecido o Sebastião quando era criança, fim dos anos 90. Quando meu pai adquiriu algumas obras dele. Mas fui conhecer mesmo em 2011, quando o encontrei e conversamos sobre fazer o documentário.

Qual o principal desafio em editar um filme e deixá-lo com 12 minutos?

As 6 horas de material bruto. Sem dúvida. Assisti repetidas vezes todo o material, fiz uma seleção que tem 3:30 de duração e desse material selecionado fiz o filme com 12 minutos.

E “descobrir” o filme na ilha de edição. Como fiz o filme sozinho e em pouquíssimo tempo, o projeto não teve roteiro. Eu fui filmando, seguindo o Sebastião aonde quer que fosse e ocasionalmente pegava algum depoimento dele. Então montar o filme foi um verdadeiro quebra cabeça.

E a trilha sonora, é de quem?

A trilha sonora foi gentilmente composta por Dudu Godoi. Um músico que mora no Rio de Janeiro. Digo gentilmente porque ele não me cobrou nada. Conversei com ele sobre o projeto, mostrei um corte que tinha na época e já no dia seguinte estávamos gravando a trilha. Conversamos sobre os momentos do filme, sobre o tipo de intervenção que a música teve no filme e foi um processo muito bonito de acompanhar.

E como será a divulgação do filme a partir de agora?

Depois da maravilhosa estreia em festivais agora o caminho é tentar a sorte em outros. O que está na minha mira é o festival de Cuiabá que vai acontecer em Fevereiro próximo. É um importante festival de MT e, caso aceito, ficarei muito feliz de mostrar o filme lá também.

Também tentarei ser aceito em outros festivais pelo Brasil a fora. Festivais internacionais estão nos meus planos também, já que a obra de Sebastião Mendes rodou as Américas e Europa.  O importante é mostrar o filme, mostrar meu trabalho.

Depois da carreira por festivais, sem dúvida o filme vai parar em alguma na internet.

Que estilo de histórias te interessa?

Boas histórias. Desde sobre a criança que anda kms só pra poder ir à escola até sobre sobreviventes em um apocalipse zumbi. Desde que a história me toque, emocione de alguma maneira, já é valido. O importante da boa história é ser honesta, com seu público e consigo mesma.

Em quem você se inspira no cinema mundial?

Difícil dizer, já que existem tantos realizadores importantes no Brasil e no mundo.

Mas me agrada muito as obras do brasileiro Jorge Furtado, João Moreira Salles e Fernando Meirelles. De diretores internacionais, gosto muito do Darren Aronofsky, Alfonso Cuarón, Chan-wook Park entre outros.

Fazer cinema no Brasil é…

Gostar de sofrer! Hehehe

É difícil, mas quando se tem o projeto certo e as pessoas em volta certas é a melhor coisa do mundo. Não existe sensação melhor que ver um roteiro seu ganhar vida através dos atores.

Quais os próximos projetos?

Tenho três curtas já filmados, em finalização. Um documentário e os outros dois ficção. Pretendo finalizá-los até o fim do primeiro semestre de 2014.
A cena de um deles, o curta “Reflexos”, pode ser assistida aqui: https://vimeo.com/13334630

De projetos inéditos, tenho alguns roteiros de curtas prontos para filmar.

Quando voltar ao Rio de Janeiro, vou fazer alguns clipes com Dudu Godoi, em agradecimento pela linda trilha sonora de “Vida em Cores”. E estou escrevendo um roteiro de longa metragem de ficção que quero dirigir.

Assista em primeira mão um trecho exclusivo do documentário: 

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6 respostas para Fêre entrevista: Leandro Peska

  1. alvaro rocha disse:

    Parabéns , Fereh, pela entrevista.

  2. Esse garoto vai longe! Cine Xin Cinema está na torcida sempre! Parabéns Leandro!

  3. Gustavo disse:

    Muito boa a entrevista Fer ! E sucesso para ele ! O Brasil carece de talentos assim

  4. Natalia disse:

    Parabéns Fereh e Peska!
    Ótima entrevista e ótimo trabalho com o documentário! Estou ansiosa para assistir!
    Beijos!

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