De lavanda

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Vai ter trança? Será que vai ter passagem e vou te buscar? Vai ter passagem? Sim, eu vou. E as mãos mexendo no cabelo. E as mãos mexendo em meu cabelo. Lá fora a trilha sonora que alguém escolheu. Aqui dentro a nossa trilha, acumulada da vida toda. Nossas feridas, os traumas, as fomes, as vergonhas. Nossa dó de nós mesmas em ré menor. Aqui tá tudo bem, dentro, bruxaria de uma vida descortinada no brilho da tua íris na câmera. Vai ter? Dá a mão que troco por um ombro. Vem, borrifei lavanda. Se você ainda habitasse capitais, cultivaria pecados lindos, de sincronias.

Passagem? Passa aqui e se demora. Entra. Eu trouxe bolo, lambuze-se. Entra. Pra que barrar?

Fêre Rocha

 

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