Arquivo da categoria: Prosa poética

Moscas bebês

Note, João, que as moscas estão a diminuir. Morre-se menos, do morrer de fora, do cair ao chão e a carne então sumir. Percebe, João, que temos menos mortos? As moscas bebês vão ter que morrer prematuramente porque findam menos … Continuar lendo

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Na nuvem

Na madrugada, quando dormimos, os deuses passam horas exaustivas em programas avançadíssimos de edição. Editam nossa vida, recortam, montam, pra gente não lembrar de tudo. Jamais. Escolhem as memórias que vamos dar conta de guardar e as que devem ser … Continuar lendo

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Soltura

somos balões soltos no ar a torcer por vendedores disciplinados que nos segurem pelo cordão. e que nos puxem, mas que nos soltem sempre. temos vontades de soltura, entretanto não há desprezo pelo chão. é que ainda amanhã devemos fazer … Continuar lendo

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