Arquivo da categoria: Prosa poética

Caneta e fármaco

  Escrevendo até sarar a beirada do buraco, deles todos, o lado e o fundo. Escrevendo lambidas nas feridas. Jogando montes de consoantes e vogais em quartos vazios que ecoam, páginas que escorregam pra baixo da cama. Como fosse a … Continuar lendo

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Café passado

A xícara amarela e vermelha. Ela sempre deixava um final de café. Na altura de um dedo, ficava na xícara. Depois jogava fora. Era puro que trazia à boca quase queimando os lábios, porque açúcar não lhe faltava, já tinha … Continuar lendo

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Do escuro

João sente fome. Sente fome todos os dias. Na rua em que perambula tem um poste com buraco no início porque o cimento rachou. João passou a colocar a fome naquele buraco, todos os dias. Ficou escuro. Em todas as … Continuar lendo

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